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Reflexão: Como as mudanças no Instagram afetam o trabalho do criador de conteúdo?

by REDAÇÃO
in News
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Sou Thereza Chammas, carioca, criadora do Fashionismo – um portal multiplataforma, que vai do blog ao podcast – e transformada em blogueira por acaso, há 14 anos. Era justamente assim a escola de formação de influenciadores da década retrasada (isso soa tão antigo, pois é), era tudo um grande e adorável acaso, um hobby, sem a intenção de ser nada, mas se tornando muito nesse pioneirismo digital de criação de conteúdo.

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A minha geração foi a primeiríssima dos blogs de moda e beleza do país, em 2008, em uma época quando produzir conteúdo na internet sequer tinha nome ou aspiração maior, era escrever aleatoriedades e compartilhar a tão famosa, e eventualmente famigerada, dica amiga. Do look do dia, passando pelo batom da novela até os esmaltes, era tudo muito despretensioso, descomplicado e, afirmo com tranquilidade, eram tempos bons! Você entrava no seu blog, escrevia, publicava e deixava a magia acontecer – suas seguidoras entrando nos seus domínios e frequentemente acumulava mais de 100 mil pageviews diários. Tudo isso apenas produzindo conteúdo bom, sem precisar de insights ou algoritmos.

Foi essa geração bloguística que trilhou os primeiros passos rumo à profissionalização de um mercado hoje bilionário. Dos publis aos encontrinhos, o blogroll era o ápice do relacionamento em uma época que a palavra networking não era tão banalizada assim. Antes mesmo de expressões muitas vezes superficiais como “digital influencer” ou “content creator”, produzir conteúdo como se enxerga – ou deveria hoje – é nativo dos blogs! E o que significa? Domínio próprio, literalmente falando, o espaço é seu, seu conteúdo, suas regras. Nós postávamos no ritmo da vida, mas hoje tudo mudou e são eles que ditam a cadência.

Assim veio o Instagram para revolucionar. E tudo bem, mais uma rede social e dessa vez toda trabalhada na imagem. Mais foto, menos texto e uma importante transição de conteúdo para as tais nativas de blog. Se 10 anos atrás o Instagram era celeiro dos criativos em geral – blogueiros, fotógrafos aspirantes ou qualquer cidadão que quisesse compartilhar fotos legais e nada além disso – hoje tudo mudou. É mais sobre estratégia e menos sobre originalidade.

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Corta para 2022 e, apesar do Instagram manter seu status quo praticamente hegemônico, manifestações contra o poderosíssimo seguem fortíssimas. Da Kim Kardashian à sua vizinha microinfluencer, muitos compartilharam uma espécie de carta de repúdio à tentativa – nada sutil – do Instagram se tornar o Tiktok e um espaço cada vez mais de vídeos (vídeos curtíssimos, vale dizer) e menos de fotos, amigos e… já disse criatividade?

O poderoso Instagram, mesmo com toda sua relevância e artilharia, é conhecido por, digamos, se inspirar em redes ao lado. Em 2016, com o auge do Snapchat e uma tentativa frustada de comprar a rede, ele foi lá e fez a dele, “inventando” assim os Stories. Só que a concorrência agora é mais poderosa e a tiktokização das coisas é mais um daqueles marcos geracionais que estamos vendo com os próprios olhos.

Mas agora nesse meio de algoritmos, insights e truques de engajamento, onde que fica aquela essência da tal década retrasada? E mais, quando o Instagram vai relembrar (porque ele sabe) que ele é O Instragram, pioneiro, revolucionário e suficientemente bom… sendo ele mesmo?

O Instagram, nessa obsessão em ser quem não é, está justamente matando a criatividade do criador de conteúdo, afinal, é muito prejudicial quando você tem que associar sua criatividade, sua forma mais genuína de desenvolver o conteúdo, a métricas, algoritmos, feeds perfeitos e horário cronometrados.

Moda (Foto: Reprodução)

 

Digo com experiência própria, a essência dos blogs sempre foi criar conteúdo de forma legítima e espontânea, mas é preocupante – para não dizer pertubador pra saúde mental de quem vive di$$o – realizar que perdemos mais tempo equacionando fórmulas para espalhar o conteúdo, do que produzindo o conteúdo propriamente dito. É fato, e lamentável, no refresh da página, a crise existencial é generalizada, dele e nossa.

Há, obviamente, muito dinheiro envolvido, e existem até mudanças necessárias e positivas, mas a partir do momento que a criatividade e o tal ato genuíno de postar com menos preocupação e mais intenção se perde, essa grande engrenagem começa a tropeçar.

Não em vão, depois da série de manifestos capitaneados por Kim & Kylie, o Head do Instagram, Adam Mosseri veio a público, mais precisamente no Twitter (o que é até irônico) admitir as reclamações e dar uns passos para trás na tentativa de deixar o Instagram menos Instagram.

Enquanto criadora de conteúdo de uma outra era, mais simples e menos engessada, sinto informar que esse recuo será mínimo e nada influenciará no nosso desafio de ver e ser visto. O algoritmo não será nossa aliado e a tal estratégia vai seguir sendo a muleta para o nosso conteúdo e criatividade se manterem relevantes diante de tantos obstáculos e uma concorrência cada vez maior.

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Agora me reste despejar alguns clichês para mostrar que no final tudo vale a pena: não coloque todos os seus ovos numa mesma cesta, ou seja, não foque numa mesma rede enquanto existem outras opções interessantes, versáteis e com potencial. Também não se esqueça do básico: não cultive apenas o terreno alheio, todos nós moramos de aluguel. Tenha seu domínio próprio, floresça sua própria casa. Seja um blog, um site, seu portfólio, um espaço que, se todas as redes desaparecerem, quem gosta de você ainda vai te encontrar. Ter seu domínio próprio te dá autonomia para criar e gerir seu conteúdo sem que se torne refém de estratégias de terceiros.

No final das contas, se conteúdo é rei, criatividade é rainha, mas esse reinado precisa entender que existe um dinamismo crucial da rede e que este é soberano na hora de suceder no meio. Para ódio de muitos e boicote de quase ninguém, o Instagram não vai a lugar algum, então vai da gente ter uma constante capacidade de adaptação, um dose de resiliência, uma certa disciplina, jogo de cintura e muita criatividade para o nosso conteúdo viralizar a nosso modo. E, diferente, de 2008, que possamos entender – ou aceitar – que nada mais é por acaso na Internet.

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